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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Deixa

As coisas não estavam mais sendo como sempre foram, alguma coisa dentro de mim pedia ajuda. Identifiquei isso, e o relevante disso tudo, dei ouvidos a essa "voz".

Era assim mesmo que deveria acabar? Com uma frase vinda de mal jeito, alguma coisa nas entrelinhas, alguma ironia a ser decifrada?
Eu quis ir não querendo. Daquele meu jeitinho de sempre. Você me pediu pra que te mandasse ir, mas assim eu não queria. Não assim.
Talvez só não quisesse ter mais essa culpa pra carregar.. mais um motivo pra me odiar.

A gente foi embora sem saber que que estava indo. Prolongando cada vez mais.. mais um final de semana, mais uma ligação, mais uma mensagem..
Dói, dói. Dói como eu jamais imaginei que doeria. Pergunte a si mesmo: quantas vezes você se sentiu assim em toda a sua vida?
A resposta é o peso da dor.
Da minha, da sua, da nossa dor.

Você estava com a razão, e eu sei que se você, por ventura, viesse a ler essa minha afirmação, diria baixinho 'eu sempre estou certo'. Igual fazia quando aquela sua comida com cara de gororoba ficava boa.
Meio certo, na verdade. Apenas meio. Demoramos muito não foi? Concorde comigo, não seja teimoso. Demoramos muito.
Prolongamos muito esse vai-e-volta que tinha se tornado a nossa relação, prolongamos de mais essa indecisão de uma certeza,  essa negação de vontades.

Eu te amo e você me ama, só que o nosso amor não é suficiente para nos manter unidos.
É assim que eu gosto de pensar. Pesando assim fica mais fácil acordar e ir dormir todos os dias dessas últimas semanas .. desses últimos meses ..

Precisamos de algo que ainda não temos, e que talvez, nunca venhamos a ter.
O importante, o irreversível, o definitivo, o claro nessa história toda é que eu gosto muito de ti. Muito mesmo. E você sabe, nessa grande caixa de memórias, haverá sempre um lugar vago para você. Você será o pai dos meus filhos. Faço questão. Ninguém vai tomar o seu lugar de meu melhor amigo, mais sincero amor. Ninguém.

Confesso que me dá uma saudade irracional de você. E tenho vontade de voltar atrás nas minhas decisões, de te ligar, de te dizer o quão bobocas estamos sendo e aparecer sem mais nem menos na sua casa; de não sair de lá até que nos entendêssemos, e de enfim, brindar com um baseado.
Mas não, renuncio.  Me controlo e digo pra mim mesma 'não é assim que as coisas voltam pro lugar, se é que existe uma maneira de fazê-lo.
Você se foi, se foi. Se foi e não volta.

Trata-se de uma decepção diferente agora. Não tenho ódio nem nada do tipo, só uma ânsia de choro. De um um choro ardido, doído, sufocante.
Não consegui despejar uma lágrima sequer, e isso têm acabado comigo. Fica aquilo preso na garganta, aquela sensação de alguém apertando torturantemente meu esôfago. Quase uma bomba relógio prestes a explodir. Qualquer hora pode ser a hora.

Me disseram que eu precisava lidar com isso, me acostumar com o fim e me apaixonar por alguém menos arrogante e cabeça dura. Mas quem é que tem coragem, ou mesmo habilidade, pra desacatar o que sente?

Tenho trabalhado tanto. Tenho dormido pouco e ando sem tempo pra praticamente nada.
Queria contar pra você como é lá, e de como as pessoas parecem gostar de mim. De como, apesar de tudo, tenho me sentido bem e dona do meu próprio nariz. Queria contar essas histórias pra você, queria poder pensar a respeito disso e não me entristecer.
É estranho. Estranho não te manter informado do meu dia a dia, ou até mesmo, não fazer algum comentário sobre o que faremos no ano novo.

Deixa, um dia quando menos se espera, a gente supera. E enquanto isso a gente espera. Espera. Espera e torce pra que lá no fundo, perdido, soterrado e cansado, que a vida compense de alguma maneira.
E no momento é cuidar do que restou. Que cuidar do que resta é sempre o que se deve fazer.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

50 receitas

'eu respiro tentando encher os pulmões de vida, mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar.
Ainda sinto por dentro toda dor dessa ferida, mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar.

Eu queria manter cada corte em carne viva, a minha dor em eterna exposição, e sair nos jornais e na televisão
só prá te enlouquecer até você me pedir perdão.
Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer,  que só me lembram que nada vai resolver. Porque tudo, tudo me traz você e eu já não tenho pra onde correr.
O que me dá raiva não é que você fez de errado, nem seus muitos defeitos, nem você ter me deixado. Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia, nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia.
O que me dá raiva são as flores e os dias de sol, são os seus beijos e o que eu tinha sonhado prá nós. São seus olhos e mãos e seu abraço protetor. É o que vai me faltar, o que fazer do meu amor?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Outro lugar

Me pergunto se tenho o direito de ficar triste. Se posso sofrer por vê-lo ir. Se de vez em quando posso ouvir aquela música e lembrar da parte boa  da nossa "história".
Embora eu saiba que desejar apenas as partes boas seja impossível, eu gosto de lembrar quando a dor era viciantemente boa. Quando futucar com o dedo não era algo dilacerante, e do meu sorriso incontrolavelmente radiante quando o encontrava.
Ou talvez, simplesmente lembrar de quando não havia dor alguma pra doer, ou de quando existia apenas uma saudade alegre. Sem aquela sensação de impossibilidade e desesperança.

Gosto de lembrar do sabor que tinha meus finais de semana, do cheiro que o meu corpo tinha depois da minha pele na tua, de nós dois nus na cozinha da minha casa.
Será isso o que seremos? Lembranças em sépia?

Porque não consigo me recordar de nós nitidamente como antes?
Porque sinto tudo tão reduzido, tão forçado .. dilacerado?

O que aconteceu comigo?
E o que aconteceu comigo, será que aconteceu também contigo?

Todo o seu silêncio de sempre, aquele silêncio irritante que me fazia te xingar fortemente mentalmente, atualmente têm me deixado com a impressão de que estou sempre atrasada. De que nada do que eu faça ou diga é o suficiente pra você. Pra nós.
Ou quem sabe, pior, que já estive por aqui tempo demais. Que já permaneci e insisti por tempo demais.
 Talvez eu apenas não tenha mais estrutura pra discutir sobre um amor do qual ambos não queremos mais fazer parte, também. Vai saber.

Não pretendo começar um mar de lamúrias, muito menos ficar me massacrando ao recordar dos nossos "mimimi's pós sexo. Tudo tende ao fim, não é mesmo?

Na pior das hipóteses, se nunca mais tivermos estômago ou assunto, tenho os meus "lixinhos particulares".
Papel de bala, barquinhos feito de papel de trident, embalagens de bombons, isqueiros, brincos, tampas de garrafas, palhetas .. enfim, tudo o que você me dava ou depositava na minha bolsa, e que eu
nunca tive coragem de jogar fora.

Eu, só estou abrindo mão, e concordo contigo, também aconteceu comigo: o meu coração partiu.
Partiu. Para outro lugar.

Alívio

Sobrevivi sobrevivi.
Assim mesmo, sem ponto nem vírgula.

Sinto como se tivesse enfim respirado após aquela "volta completa" que quando criança a gente dá na piscina, sabe?
Louca pra "completar a volta", rezando pra encontrar a borda com a mão, pra então se apoiar e subir. Submergir, respirar, olhar pra trajetória percorrida e sorrir.
Pra enfim poder pensar daquele jeitinho convencido: eu sabia que conseguiria.
Pra poder fingir pra mim mesma que não estava ficando sem fôlego e desesperada na metade do caminho.
Pra poder esfregar na cara dos que duvidaram, rir dos que não conseguiram e comparar com os que conseguiram.
A sensação de atender ao apelo dos pulmões, inflando-os de ar. De respirar tão forte e intenso que assusta, que faz rir.

Alívio é a palavra, alívio eu acho.

Ou então a sensação da câimbra na madrugada.
Primeiro a dor, depois o susto, mais dor, desespero. Aí você se debata na cama até entender que só no frio, sem cobertor e travesseiro é que tudo vai passar. Até lembrar que só o pé no chão, só aqueles 3 minutinhos fora da cama é que vão te fazer sarar. E quando sara? aaaaa, quando sara você se joga brutalmente na cama como se não houvesse amanhã. Dorme e acorda com uma dorzinha leve na panturrilha, e mal lembra se foi sonho ou se aconteceu mesmo.

Alívio é a palavra, alívio é a sensação.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Te liberto, me liberto.

Eu tenho o meu amor pra recordar e acho que me basta. O que mais eu poderia querer?
As noites têm passado melancólicas, mas nada que futuramente eu não supere.

As lembranças de certa forma pioram os pensamentos de superação.. mas ao mesmo tempo motivam a apagar todo o "ruim" e a manter os bons momentos, as recordações que inevitavelmente foram registradas em mim.
Memórias essas que, creio eu, nem o ódio extremo apagaria ou danificaria.

Agora eu sei que estava errada. Que por muito tempo estive errada, errada principalmente por insistir em viver um sentimento singular, quando deveria ser plural, se não plural, no mínimo recíproco.
Só agora depois de tantas idas e vindas, depois de tanta alegria e sofrimento é que a ficha caiu.
Caiu pra mim, caiu pra nós.
Entendi que a maior prova de amor que alguém pode dar é a liberdade.
Te liberto, me liberto.

Não foi do dia pra noite, o tempo fez isso com a gente.. o tempo foi nos desgastando e aproximando, assim, complicado, assim, ao mesmo tempo.
Foi ele o responsável por toda essa confusão sentimental, por todo esse desequilíbrio.. por terminarmos assim.
Vamos, vamos enquanto é tempo.
Vamos, que nos despeçamos agora, enquanto o amor existe.. enquanto o carinho está fresco e presente em nós. Vamos antes que tudo acabe em desprezo, antes que tudo o que tivemos se resuma a um amontoado de cinzas.

Te peço que me permitas guardar os bons momentos, não me roube o que foi bom, não me prive de me lembrar de você com carinho, apenas carinho.
Me permita salvar o que ainda restou.
Nosso amor.
Gosto das pronuncias no plural, gosto de te incluir no que me pertence.
Nosso amor.


Parto com lágrimas nos olhos e um sorriso no rosto. Parto com a certeza de que fiz o meu melhor. Parto sem arrependimento algum.
Disse o que quis dizer, fiz o que queria fazer, chorei quando as lágrimas vieram, arrisquei mesmo quando não me era permitido Sorri, sofri, amei.
Tudo tão precipitado e intenso, do início ao fim.
A mesma pessoa do início ao fim.

O que ficou está aqui, está aí. Dentro, intocável, indescritível.
É um dia de praia, uma praça e suas luzes, um quarto de "céu" estrelado, o som de um violão, o toque das mãos, uma música.. Aquela música, nossa música.
Do início ao fim, do início ao fim.

Eu te desejo tudo de melhor, só o melhor.
Desejo que sua vida seja exatamente do jeito que você idealiza. Que todos os seus sonhos se realizem, e que enfim, você possa encontrar alguém que te complete.. e que se não completar, no mínimo te complemente.
Alguém que te faça não pensar em mais ninguém, que faça com que você conte os dias, minutos e segundos.
Alguém que não te faça querer mais nada. Desejo que você se apaixone!
Sim! Descontroladamente, desesperadamente.
E que no final, depois de tudo alcançado, ame. Ame. Ame uma, duas, três vezes.
Mas que ame, Se permita isso, por favor, se permita.
Não se feche no meu mundo, não centralize apenas sexo, apenas corpos. Ame, te suplico ame.

Não desejo nada além do melhor para você, porque a vida segue, mas o que foi bonito fica com toda a força.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Última vez

Eu não queria vê-lo partir. Não queria soltar sua mão, e muito menos sentir o seu cheiro pela última vez.
Última vez. Pronunciar essas palavras dói tanta quanto vivenciá-las. Confusões a parte, sofri.
A insônia do dia anterior me ajudo a pensar nas palavras certas. Bobagem, bobagem das grandes.
Não haviam "palavras certas".
Tá, foi uma decisão minha, uma escolha minha de não prolongar ainda mais essa história incrível e fajuta.

Só eu sei o quão assustador foi olhar a expressão dele incrédula e surpresa. Só eu sei o quão doloroso foi não ouvir ele pedir pra eu ficar. Não que eu quisesse, mas...
Tá, eu queria.
Queria tanto que o faria. Sem pensar, sem titubear... o faria sem medir consequencia alguma.
Jogaria imediatamente minha "nova vida" pro alto, e sim, seria tranquilamente a pessoa mais feliz da face da Terra.
Eu não esperava que o fim fosse daquele jeito, naquele dia.
Um almoço amigável, conversas casuais, comentários engraçados, olhares irônicos, meu bombom predileto de presente.. e as palavras saindo.
Malditas palavras saindo.
Pós as palavras, o silêncio esmagador.
Ta aí, outra coisa que nunca consegui entender entre nós, o silêncio.
Eu particularmente sempre idolatrei o silêncio.. a capacidade de sentir sem precisar falar, a companhia sem ruídos..
Mas não, com você não.
O silêncio ao seu lado, na maioria das vezes, era cortante.
Falantes como somos, saciáveis conforme nosso signo é, o silêncio era cortante, desesperador.
Talvez por isso eu tinha a feia mania de quando chapada te perguntar:
'no que você tá pensando? iii, demorou demais pra responder.'
Me interessava o que você pensava, o que estava sentindo. Pra nós o silêncio nunca veio trazendo uma boa notícia.. o silêncio mostrava algo errado.
E o silêncio, naquele momento, disse tudo.
Tudo o que ninguém tava conseguido dizer. Bastou, pra mim, bastou.
O clima de primavera imediatamente se foi. E no final era apenas nós dois torcendo pra que o tempo parece e corresse, assim, ao mesmo tempo. Eu queria te acompanhar até a porta, fazer aquele trajeto quem sabe,
pela última vez.
Queria ao teu lado me despedir de toda aquela trajetória.. dos bancos, da rua que eu nunca conseguia atravessar sozinha, das árvores..de tudo que por muito tempo fez parte do 'nosso' contidiano.
Eu entendi que não dava, que era preciso soltar a tua mão, acabar com o clima de despedida e seguir em frente. Última vez, pela última vez.

Há uma mistura de sentimentos dentro de mim nesse momento, mas vou deixar se sobressair apenas os bons, apenas os que trazem felicidade. Guardar no fundinho do peito as lembranças, as risadas, o sexo bom, as vibes, seus olhos e seu sorriso.
Lembrar das suas sobrancelhas do mesmo jeito, de você com a barba por fazer .. de bancar a forte e segurar suas mãos para que você não conseguisse estralar os dedos. De no final das contas, aumentar ou diminuir minha pontuação conforme minha a performance no sexo.
Está tudo bem comigo eu acho, e se por acaso não estiver, mais cedo ou mais tarde estará.

Se não for pedir muito, emita algum sinal, deixe uma mensagem em off, mande algum sms, pode ser um e-mail, também. Quero saber como você anda e com quem anda. As mesmas preocupações e curiosidades de sempre.
E vê se larga de ser teimoso, metido a dono da razão. Seja menos racional, não ande em alta velocidade, não volta tarde, usa camisinha, e não beba enquanto come, conforme eu sempre disse.
E seja você, sempre que puder. Se cuida.
Um beijo no capacete e um toque dos 'brothers', rs'.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Apenas perdão.

É que eu estava furiosa!
Mentira.
Estava magoada, e a fúria apenas me parecia um bom disfarce.

Nada foi intencional, nada foi planejado. Mas o dia estava propício para enfim chutar o balde e colocar um fim em toda aquela situação desconfortável.
Nós mal nos falávamos, nós sequer nos tacávamos. Eu interagia mais com o próprio Vini que com você.
Eu sabia o que estava prestes a acontecer. Sabia que as coisas não estavam como eu gostaria que estivessem..
Sabia que daquele final de semana não passaríamos.
Você estava me deixando. O fim estava muito escancarado. Você não fez questão nenhuma de esconde-lo ou no mínimo mascara-lo.

Mas em todo caso, espero que você entenda. E que se não entender, ao menos me perdoe.
Me perdoe por eu ter feito da sua vida um inferno, por sempre ter insistido e forçado tudo, por nunca ter aceitado dignamente seus nãos.
Me perdoe por sempre te desculpar, te dando assim, a chance de fazer e refazer tudo errado novamente.
Me perdoe por sempre passar por cima do meu amor próprio.
Me perdoe por não ter sido capaz de fazer você se apaixonar por mim, por ter exigido atenção demasiada como uma criança mimada.
Me perdoe pelos beiços, birras e sorriso tolos.
Me perdoe pelas tocidas no bong, e pela teimosia quando você realmente estava certo.
Me perdoe por ser esse "tipinho" mimado, esse "tipinho" que bate o pé e quer tudo na mão. Que faz manha pra conseguir o que quer, que coloca um
óculos de sol para se sentir invisível.
Me perdoe por achar que aqueles bancos de cimento são meus, por fazer questão de te levar até a porta do seu trabalho, por nunca olhar pros dos lados antes de atravessar a rua.
Me perdoe por não ter feito um pudim de leite pra você, por nunca sequer ter feito um miojo, por gostar sempre de te encoxar antes de dormir.
Me perdoe por balançar como uma criança antes de dormir, perdoe minhas pernas de cobra, perdoe minhas risadas e dramas exagerados.
Me perdoe por competir com um time de futebol, por descontar minhas TPM'S malucas em você, por beber incontrolavelmente.
Me perdoe por ter te feito broxar, me perdoe por eu ter broxado. Perdoe meus chiliques na BR, perdoe eu nunca soltar sua mão quando passamos entre postes.
Me perdoe por ter almoçado tantas vezes com você, me perdoe por todos os sms's diários, perdoe por eu ser tão emotiva e dependente.
Me perdoe por fazer de um trapiche nossa nostalgia, por não ter cumprido nenhuma das minhas promessas, perdoe por achar que passarinhos mortos ainda sentem dor.
Me perdoe por planejar minha vida contando com você, por todas as musicas inesquecíveis que saíram do seu violão, por nunca ouvir seus conselhos.
Me perdoe pelas estrelas que eu pretendia colocar no seu quarto, mas que eu não coloquei. Perdoe pelos telefonemas não atendidos e mais ainda pelos atendidos e infinitos.
Me perdoe por adorar o jeito que você me beija, pelas madrugadas no msn, pelos assuntos sem sentido. Me perdoe pelas caretas na webcam.
Me perdoe por sempre te pedir pra você ficar mais um pouquinho, perdoe pelas vezes que adormeci ao telefone.
Me perdoe pelos cabelos que eu deixei no seu travesseiro, por não concordar com você em relação a sua bunda, por ter achado que tinha uma musica com você.
Me perdoe por ceder sempre, as suas putarias. Perdoe por ficar sem jeito perante sua familia, por nunca te deixar estralar todos os dedos da mão.
Me perdoe por achar insetos bichos extremamente perigosos, por me masturbar ao telefone, por te chamar de Laureci (com L de louco).
Me perdoe pelos beijos no pescoço, por adorar suas mãos e sobrancelhas, perdoe por tentar entender seu silêncio.
Me perdoe por ter gemido, por ter gozado na sua mão, por sempre ir atrás de você.
Me perdoe por seus pés e mãos gelados, por te achar extremamente gostoso de calça social. Perdoe pelas massagens tailandesas.
Me perdoe por conseguir sentir seu coração batendo quando você estava por cima de mim. Perdoe por eu deitar no seu colo e por guardar qualquer quinquilharia que me lembre você.
Me poerdoe por sempre reclamar de tudo, por me excitar com um simples toque seu, por eu não ter usado máscaras.
Me perdoe por querer mais. Me perdoe por supor que você também quisesse mais.
Me perdoe pelo que foi ruim. Me perdoe pelo que foi bom. Me perdoe por eu ter subestimado o que foi ruim e superestimado o que foi bom.
Me perdoe por eu ter tirado a roupa, por eu ter mostrado meu corpo. Perdoe os bombons que comprei pra você.
Me perdoe eu ter te amado. Me perdoe por eu sempre ter te achado bonito. Me perdoe eu ter acreditado que você era o homem da minha vida.
Me perdoe pelas vezes que corrigi seus erros de português, pelas bochechas coradas, pela rosa que você me deu numa tarde chuvosa.
Me perdoe pelos 3 ônibus rotineiros, apenas para te ver. Me perdoe por achar seu cheiro o melhor cheiro da face da Terra.
Me perdoe pelas minhas mudanças bruscas de humor, por te fazer ouvir Jack Johnson enquanto transávamos, por eu te querer só pra mim
Me perdoe eu nunca ter desistido de você. Me perdoe por estar desistindo agora.
Me perdoe por eu ter acreditado que você compreendia meu olhar. Me perdoe por eu ter dito e escrito coisas lindas para você.
Me perdoe por você não ter entendido um terço de tudo que eu disse.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amigo Viado

Ele era feio que duía. Além de obeso (obeso MESMO, obeso PRA CARALHO, obeso MÓRBIDO), tinha os dentes separados, era baixinho e possuía um cabelo loiro channel ridículo. A beleza dele me era irrelevante, era meu amigo viado. O amigo viado que qualquer garota tem ou deveria ter. Apesar de não ser viado, confiava nele como se fosse e eu o adorava por isso; por não se importar que eu pensasse nele como viado. 2 anos antes de me formar no ginásio, mudei de bairro e conseqüentemente de colégio. Nunca mais o vi. Claro, como qualquer 'amigo distante', a gente tenta insistir com a intimidade e contato. Mas convenhamos, nunca dá muito certo .. e ainda mais cmgo, que sempre fui uma pessoa digamos que, acomodada. Arrumamos novos amigos, crescemos e mudamos... e ele? Bom, acabou como mais um contato no msn com a letra M. Eu com meus porres, novos amigos, machos e vida de piranha que sempre tive, nem me lembrava mais dele. 4 ano se passaram sem sequer um 'oi tdo bem?' no msn, até que uma confusão da minha parte, trouxe tudo de volta; M. Era com M o nick dele. M. Era M a primeira letra do nome da minha melhor amiga, na época. Eu e minha amiga em uma frenética fofoca no msn.. ela escreve, envia .. eu recebo, leio, escrevo .. e num ato de burrice extrema, fecho a janela com 'esc' antes de enviar. Na pressa de continuar a falar mal da vida alheia, passo os olhos na lista de contatos do msn, acho M, abro a janela sem prestar mta atenção e envio: verdade. Imediatamente um serzinho familiar me envia um: ? Ele: ? Eu: ?? Ele: ??? Eu: ??? oque? Ele: eu que te pergunto: ??? oque?? Eu: tu enviou '?' Ele: eu não. Eu: tu sim! Ele: tas maluca, cara!! Sim, foi preciso o histórico de ambos pra me convencer que a maluca esquizofrênica era eu e não ele. .. e assim foi nosso reencontro.. Nada romântico, eu sei, mas inesquecível, convenhamos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Filha Pródiga

Fazia tempo que eu não vinha aqui desabafar e sinceramente nem sei muito bem o motivo.
Eu sei que é bem clichê esse papo de que “me sinto melhor quando escrevo” mas no meu caso, juro que é isso mesmo que acontece.
Sumi daqui e só voltei porque estou embuchada. É, embuchada de novidades, embuchada de histórias, embuchada de carências, de piadas, de risadas, de chorumélas, de felicidades, de incoerências, de solidão, de mimi’s...
Necessito urgentemente despejar minhas últimas semanas aqui, para alívio de minha mente e coração.
Sumi e não sei com exatidão o real motivo; “blog, seu lindo, não se ofenda, mas preciso ser honesta, não tive tempo para você.”
O que é absurdamente inadmissível nessa minha atual vida boa.
Desisti de me empenhar nos estudos, abandonei meu emprego e me tornei a mais fiel telespectadora das novelas da globo.
“Vadia eu? Magina!” rs
Alguém me explica peloamordedeus como uma criatura tipo eu, não tem tempo para postar?
Acho que é tanto nada pra fazer que minha mente acaba entupida... tão entupida de nada que postar aqui me parece muito trabalhoso.
São tantas coisas a serem registradas que me canso só de imaginar a trabalheira que vai dar. 
Antes de explicar esse meu momento revolts com a minha própria vida, vou concluir minha saga “chute na bunda”, que a propósito, nem dói mais.

Tá, admito, dói. Mas só um pouquinho .-.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sem mais chorumélas


Bom, eu estou melhor. 
Mesmo com lugares e cheiros me assombrando diariamente, eu me sinto bem. Se não bem, ao menos melhor.
Adoro esse jeito objetivo e nada sutil com que ele me trata. Adoro também continuar participando (não tão ativamente) da vida dele.
Lembro-me constantemente do sorriso que ele me dava quando dizia: Boa Noite Gabi.
Gabi com ênfase no i, e não no a, como a maioria das pessoas costuma fazer.
Gabi com ênfase no i, como só ele sabe dizer. E como eu gosto de ouvir.
Ele não me força a mentir, o que facilita ainda mais pro meu lado. Não preciso dizer que estou bem quando não estou, não preciso dizer que não me importo quando me importo. Não preciso.
Bom, e o que eu posso dizer? Eu não morri como achei que morreria, não desidratei como achei que desidrataria, não emagreci como achei que emagreceria. Eu só tenho me sentido um pouco só, o que não é por completo, ruim. E quando eu sinto que não vou mais conseguir, eu sumo. É!
Não é fácil saber que apenas algumas ruas nos separam; não é fácil saber aonde ela almoça; não é fácil saber o horário em que ele passa por aqueles malditos bancos.  Nossos bancos,. Nossos queridos malditos e aconchegantes bancos.
E com tudo, eu sumo.
Sabe uma coisa que me ajuda? Não pensar.
É!
Não pensar. Não pensar porque estou indo pra casa por um caminho diferente, não pensar porque estou ouvindo determinadas músicas, não pensar em que dia da semana estou.
Gosto de acreditar que o tempo vai levar tudo isso, que eu vou continuar almoçando, que eu vou continuar indo trabalhar, que o sol vai continuar se pondo  todos os dias, e que ele vai ser o que escolheu ser: meu amigo. Meu amigo, que é disse que eu preciso e ponto final. Que é isso que ele pode me oferecer e ponto final. Sem mais vírgulas, apenas ponto final.
Parei de pensar, parei de exaltar meu sofrimento como se eu tivesse que parar o rumo das coisas ao meu redor para simplesmente sofrer. Vou parar de mimimi, vou pensar no que realmente me importa e pronto.
O tempo está no pensamento, e pra me apaixonar por outro, é um pulo. (Assim espero)
Não quero abrir meus olhos e me ver vagando atrás de uma paixão abortada, não quero!
Eu sei que posso contar com ele, e isso terá que ser de bom tamanho.
Sem mais chorumélas, Gabriela.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Terça - Feira

Faz exato, uma semana que eu tomei o PRIMEIRO CHUTE da minha vida.
Isso mesmo.
O bizarro é que eu nunca fui muito boa com datas de relacionamentos. Porém o dia do chute não, o dia do chute eu me lembro como se fosse ontem; Terça – feira, 17 de maio de 2011, 13:00.
Numa linda terça-feira de outono eu fui chutada. CHUTADA, REJEITADA, DESCARTADA!
Desculpa, é que gritar isso me ajuda a superar.
Após o chute o encontrei mais duas vezes, e impressionante como em cada encontro, agimos completamente diferente do que sempre fomos um com o outro. Não que eu esteja me queixando, ou coisa do tipo, eu só achei estranha à maneira como estávamos, só isso.
No primeiro encontro foi aquele clima pós-chute, onde eu tinha coisas a serem vomitadas, mas que permaneceram em silêncio por questões de dignidade e amor próprio. Senti uma imensa vontade de agarrá-lo e berrar: “Você não pode me chutar, não pode me chutar como uma lata velha! Você tem que me amar! Você vai me amar, nem que seja na marra!”.
Mas graças a Deus, o orgulho falou mais alto, o que me impediu de demonstrar qualquer sentimento de saudade e desespero.  Aparentei e disse estar super bem. Agi normalmente, sem rancor algum. Ele fez questão de não comentar sobre o ocorrido, o que eu não sei se foi bom ou ruim, mas que me poupou bastante constrangimento e lágrimas. Porque eu sei, se ele tivesse aberto a boca pra comentar sobre o chute que estava doendo na minha bunda até aquele  exato momento, eu ia chorar. Ia muito chorar. Eu sou chorona, eu realmente ia chorar.
Nenhum contato se não o necessário, nenhum assunto que não o clichê. Implorei à Deus um momento à sós, só pra ver no que ia dar. Deus atendeu, mas não deu em nada. Lógico que no fundinho eu tinha esperança que ele me dissesse: eu te amo, me desculpa.
Mas não foi assim. Antes de ir, ele apenas disse:
“Vê se não morre. Agora que não vou estar perto pra cuidar de ti, vê se não morre”.
“Mas você não está perto porque não quer”.
Silêncio.
E ali eu percebi, que realmente não teria mais volta. Desejar com todas as forças que ele se arrependesse, não iria dar em nada. Chorar rios de lágrimas, muito menos. Acabou, acabou, acabou.
O segundo encontro foi mais tranqüilo. Talvez porque eu já estava acostumada com a idéia, porque eu já tinha aceitado o fato de ter sido rejeitada. Só sei que foi melhor. Ele sempre procurando ser delicadamente sincero e fofo. Procurando ao máximo não comentar sobre aquilo, e eu, como que futucando a ferida, procurava lembra- lo o tempo todo do chute no rabo, bem dado, que eu recebera de presente.
Foi horrível ficar à centímetros de distância, sem cheira-lo. Sem encochá-lo, como de costume. Sem ficar brincando com os dedos e mãos dele, sempre fazendo as mesmas perguntas, só pra pela quinquagésima vez ouvir a mesma resposta. Brincar com as sobrancelhas e nariz, dele. Nada disso eu fiz. Não sei se não fiz por não fazer, se não fiz por não querer ou se não fiz por não poder. Prefiro não saber.
Só sei que foi diferente, diferente e bom. Bom porque ele ainda estava ali. Mesmo depois de ter dito tudo o que disse e do modo como disse; ele ainda estava ali.
Procurei não pensar muito em nós e em como acabou, justamente pra não deprimir ali do lado dele.  Eu queria aproveitar meu ex-amor amigo, queria conversar sobre problemas do cotidiano, e achar ao lado dele uma solução para os mesmos. Queria rir inocentemente, queria não me concentrar na boca e olhos dele. Queria deixar o tempo passar. Queria ser apenas a amiga, e foi o que fiz.
Chapada, eu entendi o que ele estava tentando fazer, e comentei espontaneamente sobre um carinha:
“Espero que eu me apaixone por ele”
“isso dói, sabia?”
“Dói porque?”
“Desculpa por não te corresponder, tá?”
                        Eu não queria falar, eu queria abraçar. Mas eu falei, só falei.
As coisas estavam diferentes, lembra? Conseqüentemente eu me sentia diferente também. Tão diferente ao ponto de sentir nossa intimidade de toques, sumir. O abraço de despedida foi meio sem graça, eu não senti o calor que eu costumava sentir e muito menos o cheiro dele impregnando no meu cérebro. Não me empenhei em procurar saber comigo mesma o que estava acontecendo. Eu só queria falar, ainda queria falar, mas falar oque?
Hoje eu sei, ainda bem que eu não falei. Não era a hora. Agora que as coisas estão se acalmando, eu só ia nos colocar em uma situação embaraçosamente delicada e piorar ainda mais. Eu sei que não vai dá pra fugir disso a vida toda.. Eu sei que uma hora nós teremos que sentar e conversar abertamente, como nós sempre fizemos. Mas eu não quero estipular data alguma, por enquanto está bom como está; e se não bom, ao menos suficiente.
          E a despedida sem graça? Sinal de decepção ou rancor? Fim do amor?
Talvez um terceiro encontro me responda essa incógnita, ou não.
A gente até tem se falado, sabe. Eu continuo com o meu vício de sms, mas nada que incomode, eu acho.
Em todo caso, eu estou melhor. Ele tem me ajuda nisso, todo dia.

Momento fossa


Odeio minhas músicas fossa. Odeio mais ainda a minha insistência em ouvi-las 347 vezes, sem parar.
Eu queria poder dizer tantas coisas, perguntar, gritar, chorar, argumentar, espernear... Não que eu realmente não possa , poder eu até posso. Eu só... Eu só não consigo, não consigo e me sinto muito mal por isso.
Sempre fui do tipo de pessoa fã dos corajosos; o tipo de pessoa que exige coragem, que aconselha coragem... e agora? Bem, agora eu não consigo. Hipócrita pra cacete, não?
O mais engraçado é que eu não esperava ser chutada naquele dia. Eu estava alegre, o dia estava alegre.. Céu azul, azul até demais. Passarinhos cantando e brisa geladinha no rosto. Eu lindinha, queridinha, cheirosinha.. Cheia de amor pra dar. Nem o fato de tê-lo esperado por 55 minutos me deprimiu.
Maldita hora que meu celular bichado conectou sozinho no ebbudy. É ele me chutou pelo ebuddy. Eu sei que a culpa não foi do celular, nem do ebuddy e muito menos da minha tentativa frustrada de fazer uma surpresa. É que eu sempre precisei culpar alguém ou algo, pra me sentir melhor.
Deeeeeeeeeeus, eu fui chutada!
Eu? Chutada? Não, não. Não, não, não, não, não, não, não, não podia ser.
“Você está muito apegada e eu não aguento mais”
Eu, apegada? Só porque eu mandava 482 sms’s por dia, cobrava se não me ligava, emburrava se me trocava e queria ele 24 horas por dia?
Tem certeza que eu estava apegada?
EU NÃO!
Tá, eu sei. Eu sei, eu sei e eu sei: A culpa foi minha.
Eu nunca fui assim, eu juro! Deus e todos os homens que cruzaram o meu caminho sabem que eu nunca fui o tipo de pessoa que procura, liga, fica de mimimi., enche o saco com amorzinho pra cá, amorzinho pra lá.
Só que com ele foi diferente. Ele é diferente. Eu me pergunto até hoje porque me apaixonei por ele; Ele não me agrada, não me obedece, não me come, não me beija e não é rico. Alguém me explica POR FAVOR, o que eu vi num cara desses?!
E o pior, é que desde sempre ele foi meu amigo saca? O melhor amigo. Claro, até eu perder o controle e perceber que estava completamente envolvida e apaixonada D:
Porque o chute a gente supera, mas e a amizade sepultada, comofica?
Prometi a mim mesma que eu daria a volta por cima. E vou dar, eu estou dando. Sinto melhoras já; já posso olha-lo sem que me dê vontade de espanca-lo ou cair num berreiro; já ouço outras músicas que não as fossas que me remetem à ele, já me empenho em sair e ir à caça de outros homens (não passo do blablabla, mas já é um começo).
Eu tô dando espaço pra que outros façam parte da minha vida, hábito e coração. Cês vão ver, logo mais eu já estou dando por aí, bem de boa. 
E ele? Bem, ele vai ser alguém que não deu certo, alguém que eu quis e almejei tanto, que acabou não me querendo.
Nós continuamos amigos, e isso é bom.
Claro, eu tenho as minhas recaídas. Eu ligo, mando sms depressivo, interrogo, assumo minha tristeza, choro, ouço as fossas novamente...  Temporário, mas são recaídas. Recaídas que eu não gostaria de ter. Não sei quantas mil vezes prometi que não as teria, e não consegui manter a promessa.Mas continuo tentando... tentando... tentando... tentando.
E ele? Bem, ele passa por tudo isso com cara de paisagem. Entende e não se dá ao trabalho de comentar sobre as minhas loucuras de adolescente apaixonada... Talvez pra não me constranger ainda mais, talvez por não se importar, talvez por sentir dó. Não sei mais.

_ Tá, mas o que tu quer dele?
_ Eu não sei, mas não o que eu estou tendo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você

Eu até que ando bem. Parcialmente tenho você. Um bucadinho todo dia, de você.
Ando um tanto irritada comigo mesma; Sentimentos e atitudes de uma adolescente apaixonada andam me perseguindo.
Incômodo isso. Muito incômodo.
Talvez seja esse estar perto sem estar, talvez sejam as lembranças que fazem questão de desejar boa noite antes de eu me deitar; ou então meu maldito cérebro te “refazendo” ao meu lado. enquanto me ajeito pra dormir.
É só pra mim que o tempo não passa? Os dias têm sabor de semanas. O que é de certa forma cansativo, sabe? Essa intensa e inexplicável vontade de estar perto, de estar junto, de estar aí.
Seu cheiro é único sabia? Único, inconfundível e inesquecível.
Tua ausência faz silencio em todo lugar. Em todo lugar e principalmente em mim.
Eu não quero enlouquecer, sabe? Não quero desistir e muito menos sofrer. O que tem me confortado é saber que você, mesmo que temporariamente, está aí. E eu acho que enquanto houver você aí do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar… me estabilizar.
Eu sei que eu não te dou sossego e, sinceramente, nem pretendo.
Porque mesmo que plano algum dê certo, mesmo que no final das contas eu acabe gorda e solitária e você acabe apaixonado por uma garota que seja o meu total oposto, eu vou continuar a perturbar…continuar a pertubar, continuar a procurar, continuar a choramingar, a reclamar, a dramatizar, a exagerar, a me “suicidar”
com as minhas drogas das quais não consigo me livrar.
Eu sempre deixei claro que nossa amizade está num pedestal. Acima de tudo isso, acima de qualquer risco e perigo… e de lá não sairá.
Tudo ao meu redor é motivo pra lembrar. Lembranças das nossas noites com Jah, lembranças dos beijos, das risadas, da tua pela na minha. E agora? Bom, tudo agora parece tão quieto. Você não está ao meu lado na cama, e eu não tenho o seu bom humor matinal pra me alegrar, pra me motivar a levantar.
Bom, é mais pra falar a verdade. Mais pra dizer o que as vezes não digo… mas não por não dizer, sim por esquecer. Esquecer que as vezes é bom saber.
E que você, mesmo sem perceber, me ensinou que tentar descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber de mais.

“Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você, só enquanto eu respirar” ♫