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terça-feira, 31 de maio de 2011

Sem mais chorumélas


Bom, eu estou melhor. 
Mesmo com lugares e cheiros me assombrando diariamente, eu me sinto bem. Se não bem, ao menos melhor.
Adoro esse jeito objetivo e nada sutil com que ele me trata. Adoro também continuar participando (não tão ativamente) da vida dele.
Lembro-me constantemente do sorriso que ele me dava quando dizia: Boa Noite Gabi.
Gabi com ênfase no i, e não no a, como a maioria das pessoas costuma fazer.
Gabi com ênfase no i, como só ele sabe dizer. E como eu gosto de ouvir.
Ele não me força a mentir, o que facilita ainda mais pro meu lado. Não preciso dizer que estou bem quando não estou, não preciso dizer que não me importo quando me importo. Não preciso.
Bom, e o que eu posso dizer? Eu não morri como achei que morreria, não desidratei como achei que desidrataria, não emagreci como achei que emagreceria. Eu só tenho me sentido um pouco só, o que não é por completo, ruim. E quando eu sinto que não vou mais conseguir, eu sumo. É!
Não é fácil saber que apenas algumas ruas nos separam; não é fácil saber aonde ela almoça; não é fácil saber o horário em que ele passa por aqueles malditos bancos.  Nossos bancos,. Nossos queridos malditos e aconchegantes bancos.
E com tudo, eu sumo.
Sabe uma coisa que me ajuda? Não pensar.
É!
Não pensar. Não pensar porque estou indo pra casa por um caminho diferente, não pensar porque estou ouvindo determinadas músicas, não pensar em que dia da semana estou.
Gosto de acreditar que o tempo vai levar tudo isso, que eu vou continuar almoçando, que eu vou continuar indo trabalhar, que o sol vai continuar se pondo  todos os dias, e que ele vai ser o que escolheu ser: meu amigo. Meu amigo, que é disse que eu preciso e ponto final. Que é isso que ele pode me oferecer e ponto final. Sem mais vírgulas, apenas ponto final.
Parei de pensar, parei de exaltar meu sofrimento como se eu tivesse que parar o rumo das coisas ao meu redor para simplesmente sofrer. Vou parar de mimimi, vou pensar no que realmente me importa e pronto.
O tempo está no pensamento, e pra me apaixonar por outro, é um pulo. (Assim espero)
Não quero abrir meus olhos e me ver vagando atrás de uma paixão abortada, não quero!
Eu sei que posso contar com ele, e isso terá que ser de bom tamanho.
Sem mais chorumélas, Gabriela.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Terça - Feira

Faz exato, uma semana que eu tomei o PRIMEIRO CHUTE da minha vida.
Isso mesmo.
O bizarro é que eu nunca fui muito boa com datas de relacionamentos. Porém o dia do chute não, o dia do chute eu me lembro como se fosse ontem; Terça – feira, 17 de maio de 2011, 13:00.
Numa linda terça-feira de outono eu fui chutada. CHUTADA, REJEITADA, DESCARTADA!
Desculpa, é que gritar isso me ajuda a superar.
Após o chute o encontrei mais duas vezes, e impressionante como em cada encontro, agimos completamente diferente do que sempre fomos um com o outro. Não que eu esteja me queixando, ou coisa do tipo, eu só achei estranha à maneira como estávamos, só isso.
No primeiro encontro foi aquele clima pós-chute, onde eu tinha coisas a serem vomitadas, mas que permaneceram em silêncio por questões de dignidade e amor próprio. Senti uma imensa vontade de agarrá-lo e berrar: “Você não pode me chutar, não pode me chutar como uma lata velha! Você tem que me amar! Você vai me amar, nem que seja na marra!”.
Mas graças a Deus, o orgulho falou mais alto, o que me impediu de demonstrar qualquer sentimento de saudade e desespero.  Aparentei e disse estar super bem. Agi normalmente, sem rancor algum. Ele fez questão de não comentar sobre o ocorrido, o que eu não sei se foi bom ou ruim, mas que me poupou bastante constrangimento e lágrimas. Porque eu sei, se ele tivesse aberto a boca pra comentar sobre o chute que estava doendo na minha bunda até aquele  exato momento, eu ia chorar. Ia muito chorar. Eu sou chorona, eu realmente ia chorar.
Nenhum contato se não o necessário, nenhum assunto que não o clichê. Implorei à Deus um momento à sós, só pra ver no que ia dar. Deus atendeu, mas não deu em nada. Lógico que no fundinho eu tinha esperança que ele me dissesse: eu te amo, me desculpa.
Mas não foi assim. Antes de ir, ele apenas disse:
“Vê se não morre. Agora que não vou estar perto pra cuidar de ti, vê se não morre”.
“Mas você não está perto porque não quer”.
Silêncio.
E ali eu percebi, que realmente não teria mais volta. Desejar com todas as forças que ele se arrependesse, não iria dar em nada. Chorar rios de lágrimas, muito menos. Acabou, acabou, acabou.
O segundo encontro foi mais tranqüilo. Talvez porque eu já estava acostumada com a idéia, porque eu já tinha aceitado o fato de ter sido rejeitada. Só sei que foi melhor. Ele sempre procurando ser delicadamente sincero e fofo. Procurando ao máximo não comentar sobre aquilo, e eu, como que futucando a ferida, procurava lembra- lo o tempo todo do chute no rabo, bem dado, que eu recebera de presente.
Foi horrível ficar à centímetros de distância, sem cheira-lo. Sem encochá-lo, como de costume. Sem ficar brincando com os dedos e mãos dele, sempre fazendo as mesmas perguntas, só pra pela quinquagésima vez ouvir a mesma resposta. Brincar com as sobrancelhas e nariz, dele. Nada disso eu fiz. Não sei se não fiz por não fazer, se não fiz por não querer ou se não fiz por não poder. Prefiro não saber.
Só sei que foi diferente, diferente e bom. Bom porque ele ainda estava ali. Mesmo depois de ter dito tudo o que disse e do modo como disse; ele ainda estava ali.
Procurei não pensar muito em nós e em como acabou, justamente pra não deprimir ali do lado dele.  Eu queria aproveitar meu ex-amor amigo, queria conversar sobre problemas do cotidiano, e achar ao lado dele uma solução para os mesmos. Queria rir inocentemente, queria não me concentrar na boca e olhos dele. Queria deixar o tempo passar. Queria ser apenas a amiga, e foi o que fiz.
Chapada, eu entendi o que ele estava tentando fazer, e comentei espontaneamente sobre um carinha:
“Espero que eu me apaixone por ele”
“isso dói, sabia?”
“Dói porque?”
“Desculpa por não te corresponder, tá?”
                        Eu não queria falar, eu queria abraçar. Mas eu falei, só falei.
As coisas estavam diferentes, lembra? Conseqüentemente eu me sentia diferente também. Tão diferente ao ponto de sentir nossa intimidade de toques, sumir. O abraço de despedida foi meio sem graça, eu não senti o calor que eu costumava sentir e muito menos o cheiro dele impregnando no meu cérebro. Não me empenhei em procurar saber comigo mesma o que estava acontecendo. Eu só queria falar, ainda queria falar, mas falar oque?
Hoje eu sei, ainda bem que eu não falei. Não era a hora. Agora que as coisas estão se acalmando, eu só ia nos colocar em uma situação embaraçosamente delicada e piorar ainda mais. Eu sei que não vai dá pra fugir disso a vida toda.. Eu sei que uma hora nós teremos que sentar e conversar abertamente, como nós sempre fizemos. Mas eu não quero estipular data alguma, por enquanto está bom como está; e se não bom, ao menos suficiente.
          E a despedida sem graça? Sinal de decepção ou rancor? Fim do amor?
Talvez um terceiro encontro me responda essa incógnita, ou não.
A gente até tem se falado, sabe. Eu continuo com o meu vício de sms, mas nada que incomode, eu acho.
Em todo caso, eu estou melhor. Ele tem me ajuda nisso, todo dia.

Momento fossa


Odeio minhas músicas fossa. Odeio mais ainda a minha insistência em ouvi-las 347 vezes, sem parar.
Eu queria poder dizer tantas coisas, perguntar, gritar, chorar, argumentar, espernear... Não que eu realmente não possa , poder eu até posso. Eu só... Eu só não consigo, não consigo e me sinto muito mal por isso.
Sempre fui do tipo de pessoa fã dos corajosos; o tipo de pessoa que exige coragem, que aconselha coragem... e agora? Bem, agora eu não consigo. Hipócrita pra cacete, não?
O mais engraçado é que eu não esperava ser chutada naquele dia. Eu estava alegre, o dia estava alegre.. Céu azul, azul até demais. Passarinhos cantando e brisa geladinha no rosto. Eu lindinha, queridinha, cheirosinha.. Cheia de amor pra dar. Nem o fato de tê-lo esperado por 55 minutos me deprimiu.
Maldita hora que meu celular bichado conectou sozinho no ebbudy. É ele me chutou pelo ebuddy. Eu sei que a culpa não foi do celular, nem do ebuddy e muito menos da minha tentativa frustrada de fazer uma surpresa. É que eu sempre precisei culpar alguém ou algo, pra me sentir melhor.
Deeeeeeeeeeus, eu fui chutada!
Eu? Chutada? Não, não. Não, não, não, não, não, não, não, não podia ser.
“Você está muito apegada e eu não aguento mais”
Eu, apegada? Só porque eu mandava 482 sms’s por dia, cobrava se não me ligava, emburrava se me trocava e queria ele 24 horas por dia?
Tem certeza que eu estava apegada?
EU NÃO!
Tá, eu sei. Eu sei, eu sei e eu sei: A culpa foi minha.
Eu nunca fui assim, eu juro! Deus e todos os homens que cruzaram o meu caminho sabem que eu nunca fui o tipo de pessoa que procura, liga, fica de mimimi., enche o saco com amorzinho pra cá, amorzinho pra lá.
Só que com ele foi diferente. Ele é diferente. Eu me pergunto até hoje porque me apaixonei por ele; Ele não me agrada, não me obedece, não me come, não me beija e não é rico. Alguém me explica POR FAVOR, o que eu vi num cara desses?!
E o pior, é que desde sempre ele foi meu amigo saca? O melhor amigo. Claro, até eu perder o controle e perceber que estava completamente envolvida e apaixonada D:
Porque o chute a gente supera, mas e a amizade sepultada, comofica?
Prometi a mim mesma que eu daria a volta por cima. E vou dar, eu estou dando. Sinto melhoras já; já posso olha-lo sem que me dê vontade de espanca-lo ou cair num berreiro; já ouço outras músicas que não as fossas que me remetem à ele, já me empenho em sair e ir à caça de outros homens (não passo do blablabla, mas já é um começo).
Eu tô dando espaço pra que outros façam parte da minha vida, hábito e coração. Cês vão ver, logo mais eu já estou dando por aí, bem de boa. 
E ele? Bem, ele vai ser alguém que não deu certo, alguém que eu quis e almejei tanto, que acabou não me querendo.
Nós continuamos amigos, e isso é bom.
Claro, eu tenho as minhas recaídas. Eu ligo, mando sms depressivo, interrogo, assumo minha tristeza, choro, ouço as fossas novamente...  Temporário, mas são recaídas. Recaídas que eu não gostaria de ter. Não sei quantas mil vezes prometi que não as teria, e não consegui manter a promessa.Mas continuo tentando... tentando... tentando... tentando.
E ele? Bem, ele passa por tudo isso com cara de paisagem. Entende e não se dá ao trabalho de comentar sobre as minhas loucuras de adolescente apaixonada... Talvez pra não me constranger ainda mais, talvez por não se importar, talvez por sentir dó. Não sei mais.

_ Tá, mas o que tu quer dele?
_ Eu não sei, mas não o que eu estou tendo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você

Eu até que ando bem. Parcialmente tenho você. Um bucadinho todo dia, de você.
Ando um tanto irritada comigo mesma; Sentimentos e atitudes de uma adolescente apaixonada andam me perseguindo.
Incômodo isso. Muito incômodo.
Talvez seja esse estar perto sem estar, talvez sejam as lembranças que fazem questão de desejar boa noite antes de eu me deitar; ou então meu maldito cérebro te “refazendo” ao meu lado. enquanto me ajeito pra dormir.
É só pra mim que o tempo não passa? Os dias têm sabor de semanas. O que é de certa forma cansativo, sabe? Essa intensa e inexplicável vontade de estar perto, de estar junto, de estar aí.
Seu cheiro é único sabia? Único, inconfundível e inesquecível.
Tua ausência faz silencio em todo lugar. Em todo lugar e principalmente em mim.
Eu não quero enlouquecer, sabe? Não quero desistir e muito menos sofrer. O que tem me confortado é saber que você, mesmo que temporariamente, está aí. E eu acho que enquanto houver você aí do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar… me estabilizar.
Eu sei que eu não te dou sossego e, sinceramente, nem pretendo.
Porque mesmo que plano algum dê certo, mesmo que no final das contas eu acabe gorda e solitária e você acabe apaixonado por uma garota que seja o meu total oposto, eu vou continuar a perturbar…continuar a pertubar, continuar a procurar, continuar a choramingar, a reclamar, a dramatizar, a exagerar, a me “suicidar”
com as minhas drogas das quais não consigo me livrar.
Eu sempre deixei claro que nossa amizade está num pedestal. Acima de tudo isso, acima de qualquer risco e perigo… e de lá não sairá.
Tudo ao meu redor é motivo pra lembrar. Lembranças das nossas noites com Jah, lembranças dos beijos, das risadas, da tua pela na minha. E agora? Bom, tudo agora parece tão quieto. Você não está ao meu lado na cama, e eu não tenho o seu bom humor matinal pra me alegrar, pra me motivar a levantar.
Bom, é mais pra falar a verdade. Mais pra dizer o que as vezes não digo… mas não por não dizer, sim por esquecer. Esquecer que as vezes é bom saber.
E que você, mesmo sem perceber, me ensinou que tentar descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber de mais.

“Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você, só enquanto eu respirar” ♫