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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Terça - Feira

Faz exato, uma semana que eu tomei o PRIMEIRO CHUTE da minha vida.
Isso mesmo.
O bizarro é que eu nunca fui muito boa com datas de relacionamentos. Porém o dia do chute não, o dia do chute eu me lembro como se fosse ontem; Terça – feira, 17 de maio de 2011, 13:00.
Numa linda terça-feira de outono eu fui chutada. CHUTADA, REJEITADA, DESCARTADA!
Desculpa, é que gritar isso me ajuda a superar.
Após o chute o encontrei mais duas vezes, e impressionante como em cada encontro, agimos completamente diferente do que sempre fomos um com o outro. Não que eu esteja me queixando, ou coisa do tipo, eu só achei estranha à maneira como estávamos, só isso.
No primeiro encontro foi aquele clima pós-chute, onde eu tinha coisas a serem vomitadas, mas que permaneceram em silêncio por questões de dignidade e amor próprio. Senti uma imensa vontade de agarrá-lo e berrar: “Você não pode me chutar, não pode me chutar como uma lata velha! Você tem que me amar! Você vai me amar, nem que seja na marra!”.
Mas graças a Deus, o orgulho falou mais alto, o que me impediu de demonstrar qualquer sentimento de saudade e desespero.  Aparentei e disse estar super bem. Agi normalmente, sem rancor algum. Ele fez questão de não comentar sobre o ocorrido, o que eu não sei se foi bom ou ruim, mas que me poupou bastante constrangimento e lágrimas. Porque eu sei, se ele tivesse aberto a boca pra comentar sobre o chute que estava doendo na minha bunda até aquele  exato momento, eu ia chorar. Ia muito chorar. Eu sou chorona, eu realmente ia chorar.
Nenhum contato se não o necessário, nenhum assunto que não o clichê. Implorei à Deus um momento à sós, só pra ver no que ia dar. Deus atendeu, mas não deu em nada. Lógico que no fundinho eu tinha esperança que ele me dissesse: eu te amo, me desculpa.
Mas não foi assim. Antes de ir, ele apenas disse:
“Vê se não morre. Agora que não vou estar perto pra cuidar de ti, vê se não morre”.
“Mas você não está perto porque não quer”.
Silêncio.
E ali eu percebi, que realmente não teria mais volta. Desejar com todas as forças que ele se arrependesse, não iria dar em nada. Chorar rios de lágrimas, muito menos. Acabou, acabou, acabou.
O segundo encontro foi mais tranqüilo. Talvez porque eu já estava acostumada com a idéia, porque eu já tinha aceitado o fato de ter sido rejeitada. Só sei que foi melhor. Ele sempre procurando ser delicadamente sincero e fofo. Procurando ao máximo não comentar sobre aquilo, e eu, como que futucando a ferida, procurava lembra- lo o tempo todo do chute no rabo, bem dado, que eu recebera de presente.
Foi horrível ficar à centímetros de distância, sem cheira-lo. Sem encochá-lo, como de costume. Sem ficar brincando com os dedos e mãos dele, sempre fazendo as mesmas perguntas, só pra pela quinquagésima vez ouvir a mesma resposta. Brincar com as sobrancelhas e nariz, dele. Nada disso eu fiz. Não sei se não fiz por não fazer, se não fiz por não querer ou se não fiz por não poder. Prefiro não saber.
Só sei que foi diferente, diferente e bom. Bom porque ele ainda estava ali. Mesmo depois de ter dito tudo o que disse e do modo como disse; ele ainda estava ali.
Procurei não pensar muito em nós e em como acabou, justamente pra não deprimir ali do lado dele.  Eu queria aproveitar meu ex-amor amigo, queria conversar sobre problemas do cotidiano, e achar ao lado dele uma solução para os mesmos. Queria rir inocentemente, queria não me concentrar na boca e olhos dele. Queria deixar o tempo passar. Queria ser apenas a amiga, e foi o que fiz.
Chapada, eu entendi o que ele estava tentando fazer, e comentei espontaneamente sobre um carinha:
“Espero que eu me apaixone por ele”
“isso dói, sabia?”
“Dói porque?”
“Desculpa por não te corresponder, tá?”
                        Eu não queria falar, eu queria abraçar. Mas eu falei, só falei.
As coisas estavam diferentes, lembra? Conseqüentemente eu me sentia diferente também. Tão diferente ao ponto de sentir nossa intimidade de toques, sumir. O abraço de despedida foi meio sem graça, eu não senti o calor que eu costumava sentir e muito menos o cheiro dele impregnando no meu cérebro. Não me empenhei em procurar saber comigo mesma o que estava acontecendo. Eu só queria falar, ainda queria falar, mas falar oque?
Hoje eu sei, ainda bem que eu não falei. Não era a hora. Agora que as coisas estão se acalmando, eu só ia nos colocar em uma situação embaraçosamente delicada e piorar ainda mais. Eu sei que não vai dá pra fugir disso a vida toda.. Eu sei que uma hora nós teremos que sentar e conversar abertamente, como nós sempre fizemos. Mas eu não quero estipular data alguma, por enquanto está bom como está; e se não bom, ao menos suficiente.
          E a despedida sem graça? Sinal de decepção ou rancor? Fim do amor?
Talvez um terceiro encontro me responda essa incógnita, ou não.
A gente até tem se falado, sabe. Eu continuo com o meu vício de sms, mas nada que incomode, eu acho.
Em todo caso, eu estou melhor. Ele tem me ajuda nisso, todo dia.

2 comentários:

Cabeça Feminina disse...

adoorei seu blog e estou seguindo-o!

qnd tiver um tempinho, de uma passadinha no meu?


bjooos

http://cabecafeminina.blogspot.com/

It's Monter. disse...

Adorei o seu blog, mto bom para refletir. Já estou seguindo, o meu é sobre moda, últimas tendências etc, se puder segue tbm? http://itsmonter.blogspot.com/

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