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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Momento fossa


Odeio minhas músicas fossa. Odeio mais ainda a minha insistência em ouvi-las 347 vezes, sem parar.
Eu queria poder dizer tantas coisas, perguntar, gritar, chorar, argumentar, espernear... Não que eu realmente não possa , poder eu até posso. Eu só... Eu só não consigo, não consigo e me sinto muito mal por isso.
Sempre fui do tipo de pessoa fã dos corajosos; o tipo de pessoa que exige coragem, que aconselha coragem... e agora? Bem, agora eu não consigo. Hipócrita pra cacete, não?
O mais engraçado é que eu não esperava ser chutada naquele dia. Eu estava alegre, o dia estava alegre.. Céu azul, azul até demais. Passarinhos cantando e brisa geladinha no rosto. Eu lindinha, queridinha, cheirosinha.. Cheia de amor pra dar. Nem o fato de tê-lo esperado por 55 minutos me deprimiu.
Maldita hora que meu celular bichado conectou sozinho no ebbudy. É ele me chutou pelo ebuddy. Eu sei que a culpa não foi do celular, nem do ebuddy e muito menos da minha tentativa frustrada de fazer uma surpresa. É que eu sempre precisei culpar alguém ou algo, pra me sentir melhor.
Deeeeeeeeeeus, eu fui chutada!
Eu? Chutada? Não, não. Não, não, não, não, não, não, não, não podia ser.
“Você está muito apegada e eu não aguento mais”
Eu, apegada? Só porque eu mandava 482 sms’s por dia, cobrava se não me ligava, emburrava se me trocava e queria ele 24 horas por dia?
Tem certeza que eu estava apegada?
EU NÃO!
Tá, eu sei. Eu sei, eu sei e eu sei: A culpa foi minha.
Eu nunca fui assim, eu juro! Deus e todos os homens que cruzaram o meu caminho sabem que eu nunca fui o tipo de pessoa que procura, liga, fica de mimimi., enche o saco com amorzinho pra cá, amorzinho pra lá.
Só que com ele foi diferente. Ele é diferente. Eu me pergunto até hoje porque me apaixonei por ele; Ele não me agrada, não me obedece, não me come, não me beija e não é rico. Alguém me explica POR FAVOR, o que eu vi num cara desses?!
E o pior, é que desde sempre ele foi meu amigo saca? O melhor amigo. Claro, até eu perder o controle e perceber que estava completamente envolvida e apaixonada D:
Porque o chute a gente supera, mas e a amizade sepultada, comofica?
Prometi a mim mesma que eu daria a volta por cima. E vou dar, eu estou dando. Sinto melhoras já; já posso olha-lo sem que me dê vontade de espanca-lo ou cair num berreiro; já ouço outras músicas que não as fossas que me remetem à ele, já me empenho em sair e ir à caça de outros homens (não passo do blablabla, mas já é um começo).
Eu tô dando espaço pra que outros façam parte da minha vida, hábito e coração. Cês vão ver, logo mais eu já estou dando por aí, bem de boa. 
E ele? Bem, ele vai ser alguém que não deu certo, alguém que eu quis e almejei tanto, que acabou não me querendo.
Nós continuamos amigos, e isso é bom.
Claro, eu tenho as minhas recaídas. Eu ligo, mando sms depressivo, interrogo, assumo minha tristeza, choro, ouço as fossas novamente...  Temporário, mas são recaídas. Recaídas que eu não gostaria de ter. Não sei quantas mil vezes prometi que não as teria, e não consegui manter a promessa.Mas continuo tentando... tentando... tentando... tentando.
E ele? Bem, ele passa por tudo isso com cara de paisagem. Entende e não se dá ao trabalho de comentar sobre as minhas loucuras de adolescente apaixonada... Talvez pra não me constranger ainda mais, talvez por não se importar, talvez por sentir dó. Não sei mais.

_ Tá, mas o que tu quer dele?
_ Eu não sei, mas não o que eu estou tendo.

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