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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Alívio

Sobrevivi sobrevivi.
Assim mesmo, sem ponto nem vírgula.

Sinto como se tivesse enfim respirado após aquela "volta completa" que quando criança a gente dá na piscina, sabe?
Louca pra "completar a volta", rezando pra encontrar a borda com a mão, pra então se apoiar e subir. Submergir, respirar, olhar pra trajetória percorrida e sorrir.
Pra enfim poder pensar daquele jeitinho convencido: eu sabia que conseguiria.
Pra poder fingir pra mim mesma que não estava ficando sem fôlego e desesperada na metade do caminho.
Pra poder esfregar na cara dos que duvidaram, rir dos que não conseguiram e comparar com os que conseguiram.
A sensação de atender ao apelo dos pulmões, inflando-os de ar. De respirar tão forte e intenso que assusta, que faz rir.

Alívio é a palavra, alívio eu acho.

Ou então a sensação da câimbra na madrugada.
Primeiro a dor, depois o susto, mais dor, desespero. Aí você se debata na cama até entender que só no frio, sem cobertor e travesseiro é que tudo vai passar. Até lembrar que só o pé no chão, só aqueles 3 minutinhos fora da cama é que vão te fazer sarar. E quando sara? aaaaa, quando sara você se joga brutalmente na cama como se não houvesse amanhã. Dorme e acorda com uma dorzinha leve na panturrilha, e mal lembra se foi sonho ou se aconteceu mesmo.

Alívio é a palavra, alívio é a sensação.

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