Pages

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Sobre o Fim do Semestre..



De todo, nem tudo foi festa.
Quando chegou meu ônibus e não avistei aquele velhinho com cara de querido e bigode branco, confesso que entristeci.
Pior que a sensação de acabada, desgrenhada, morta-vida; foi a sensação de que aquela bem provável rotina me causou: nada é para sempre.

Clichêzinho, tá, tudo bem. Mas é que nunca fez tanto sentido essa afirmação.

Nem o velhinho, nem o cobrador com cara de tartaruga do Mario Word. No lugar deles, dois garotões decadentes, beirando seus 30. Um com uma pancinha a mais da cerveja, o outro com jeitão de novato...

Dei "Bom Dia" igual e me sentei no último banco do ônibus.

Aquele dia tão esperado porém já me mostrando ser infindável, ressurgiu com outro gosto. O do destino.

Enfim o último dia de aula do semestre, e minha "despedida" dos funcionários da Transol.

Vai entender.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Quando a esperança se esvai...

Adoro Bukowski mas confesso que me entristece um pouco. A impressão que tenho é que somente a tristeza produz bons textos. Ao menos é assim que me sinto.

O blog aqui é um pouco isso, eu acho.
Fazia tempo que não chorava até a cara desfigurar como ontem.

A pior traição é aquela que vem de quem menos se espera, definitivamente.

Tô triste, muito.
Magoada, decepcionada. Desiludida, ainda pior.
Nada como um balde de água fria (ou realidade talvez) para esmagar qualquer expectativa ou esperança.

Sonhos, sonhos. Planos, promessas...
A gente passa tanto tempo junto de alguém que quando esse alguém se vai, é como se você própria tivesse ido junto.

Escorro pelo ralo como água do chuveiro, como todo aquele barulho e silêncio ao mesmo tempo.
Meus pensamentos chocam-se na minha cabeça, impossibilitando qualquer raciocínio lógico ou discernimento.

"Tudo bem", eu penso. "Isso já aconteceu outras vezes".
Esse gosto ácido, esse mesmo que eu engulo agora, já foi "degustado" outrora.

Fazia tempo também que não pensava em mim, apenas em mim. Fazia tempo que não ficava sem mensagem de boa noite, de saudade. Confesso que não foi tão ruim quanto imaginava. Minha companhia até que é agradável.

Constantemente o chôro têm vindo até a garganta, constantemente tenho olhado para o alto para que as lágrimas que enchem meus olhos voltem para o lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Não sei bem como dizer, mas não consigo mais. Admitir o fracasso e desistir com tanta convicção acaba ainda mais comigo; mas não consigo. Não mais.

Tentar adaptar alguém inadaptável faz tanto sentido e igualmente doloroso como dar murro em ponta de faca. As tentativas existem para que a esperança não morra, mas e quando ela se esvai?

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

tô em outra, ou melhor, em outro.

Realmente uma pena que meu primeiro post de 2013 seja esse. Gostaria de ter escrito tantas coisas ... boas, ruins..
Não desmerecendo este, até porque é sim uma novidade boa. Muito boa.
Talvez esse seja justamente o post que anula uma boa parte dos anteriores. Anular, anular, não; é uma palavra forte demais, quem sabe só seja a vida sendo como ela é. "Amores vão. Precisam ir." Li esses dias na internet, PERFEITO.

Eu realmente não sabia o que eu queria quando topei fazer esses joguinhos. Nada mais a minha cara que isso. Vingança não é bem a palavra que eu procuro, mas serve pro momento. Aparecer esporadicamente, bonita, e radiante de contente. Arrancando elogios aleatórios, cantando como a vida é bela.. rs'. Previsível você hein. Te ver daquele jeito, voltando, querendo, insistindo, correndo atrás. E o mais cômico, eu já sabia o fim. Sabia que não iria em um encontro com você, muito menos em uma festa. Não me envolveria, não rasgaria minha vida como um rascunho, 'voltando correndo pros seus braços'. Não, não. Muita, mas muita mesmo, pretensão da sua parte, sério.

Sabe, você não ia gostar da Gabriela de verdade. Não suportaria a convivência com a Gabriela sem máscara nem um ano, quanto mais a vida toda.

"Eu ainda vou casar contigo."
Você realmente acha que eu toparia isso???

Acho que poderia ter feito pior ainda, ter te dilacerado mesmo, mas essa nunca foi a minha intensão. Acho que só queria te fazer sentir como você me fez : palhaço. 
Indiretamente óbvio, até porque acredito fielmente que você não tem a competência de pensar nos próprios atos. Muito menos planejá-los. Muito menos sacar jogos tão óbvios. 

"Deixo a vida me levar"
PFF
PFFFFF
Que papo mais antiquado em pleno século 21, em plena era da tecnologia e da urgente necessidade de independência. Realmente acredita que essa vibe de tomar 3 doces + 5 balas numa balada eletrônica me é interessante? Sedutor, atraente? É, mudamos mesmo. Ainda bem que pra lados opostos né.

Muitas águas rolaram, e águas boas. Idéias boas, hábitos melhores ainda. Você realmente acreditou que eu seria a mesma que era aos 18? Que as suas piadas sem graça, e mania FEIA, diga-se de passagem, de se achar o último pacote da bolacha, o mais galã de todos, ainda ia funcionar?

Não sei o que dizer. Talvez eu só quisesse dizer isso: Não. 
Eu gostava, e gostava mesmo. MUITO. Mas acho que encontrei a felicidade.
Posso estar sendo equivocada afirmando desse jeito, mas é só o que eu venho sentido nesses últimos tempos, e entrar nesse seu mundo não me parece nenhum pouco uma boa ideia.

Tô em outra, ou melhor, em outro. Um cara lindo, gentil e engraçado de verdade. Teimoso, brigão mas completamente louco por mim. Que ama, que faz as pazes do jeito que tem que ser feito. Que iria atrás de mim no inferno, e me levaria ao paraíso se eu pedisse. Independente da distância ou condição do tempo. Que gasta com motel e gosta de olhar as estrelas. Ama o mar, ama me amar. Não faz o insuportável por prazer, sabe se retratar quando erra. 

Porque eu faria isso? Porque eu abandonaria a minha felicidade, por uma INfelicidade, que é o que seria se eu topasse entrar nessa sua ladainha patética. 
Desculpa, não posso mais. Estou indo embora.