Pages

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Quando a esperança se esvai...

Adoro Bukowski mas confesso que me entristece um pouco. A impressão que tenho é que somente a tristeza produz bons textos. Ao menos é assim que me sinto.

O blog aqui é um pouco isso, eu acho.
Fazia tempo que não chorava até a cara desfigurar como ontem.

A pior traição é aquela que vem de quem menos se espera, definitivamente.

Tô triste, muito.
Magoada, decepcionada. Desiludida, ainda pior.
Nada como um balde de água fria (ou realidade talvez) para esmagar qualquer expectativa ou esperança.

Sonhos, sonhos. Planos, promessas...
A gente passa tanto tempo junto de alguém que quando esse alguém se vai, é como se você própria tivesse ido junto.

Escorro pelo ralo como água do chuveiro, como todo aquele barulho e silêncio ao mesmo tempo.
Meus pensamentos chocam-se na minha cabeça, impossibilitando qualquer raciocínio lógico ou discernimento.

"Tudo bem", eu penso. "Isso já aconteceu outras vezes".
Esse gosto ácido, esse mesmo que eu engulo agora, já foi "degustado" outrora.

Fazia tempo também que não pensava em mim, apenas em mim. Fazia tempo que não ficava sem mensagem de boa noite, de saudade. Confesso que não foi tão ruim quanto imaginava. Minha companhia até que é agradável.

Constantemente o chôro têm vindo até a garganta, constantemente tenho olhado para o alto para que as lágrimas que enchem meus olhos voltem para o lugar de onde nunca deveriam ter saído.

Não sei bem como dizer, mas não consigo mais. Admitir o fracasso e desistir com tanta convicção acaba ainda mais comigo; mas não consigo. Não mais.

Tentar adaptar alguém inadaptável faz tanto sentido e igualmente doloroso como dar murro em ponta de faca. As tentativas existem para que a esperança não morra, mas e quando ela se esvai?

0 comentários:

Postar um comentário