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domingo, 29 de maio de 2016

Preciso de Ajuda

Sábado de um feriadão que tinha tudo pra ser magnífico. Mas não foi.
4:16 da manhã e tudo o que eu queria era estar na companhia de alguém que quisesse estar cmg.

E aqui estou, fumando cigarros adoidada; acabou minha maconha; Speechlees da Lady Gaga, e aquele aperto no coração ecoando: Perdedora.
Pq está tudo assim, tão incoerente?
Desde o fim do meu relacionamento, tenho vivido em constante montanha russa afetiva. "Envelheci 2 anos ou mais nesse último mês.."

Realizei meu sonho de passar na faculdade, e simplesmente não tenho conseguido estudar. Ando tão cansada, derrotada.
Pq isso anda me abatendo? Me pergunto como se não soubesse a resposta, como se não soubesse o que fazer para sair desse poço infindável de tragédias e dores.

Chóro um chôro com gosto de solidão... Foram tantas perdas. Tantos amores não correspondidos, tantas expectativas decepcionadas...
"Pq não me amam?" Eu me pergunto. Onde eu erro?? Qual é a maldita parte em que me perco?
Não pode ter a ver com o sexo, pfv, que não tenha a ver. Muito medieval para fazer sentindo em pleno século XXI.

Eu deveria estar me preocupando com álgebra e cálculo e não em pq não consigo um amor recíproco. Deveria me preocupar em me formar no ensino superior, minha independência, meu futuro. Mas só consigo mentalizar válvulas de escapes afetivas, meu coração vazio de amor..
Minha lua e vênus são em câncer, e deus, só eu sei desse vazio insuportável do coração por simplesmente n amar. Não amar.

Eu até amei. Tentei.
Tentei errado, confesso. Mas tentei. Desse meu jeito louco, orgulhoso e estranho, mas tentei.
Eu emanava energias erradas, hj sei. Mas eu amei. ô se o amei.
Daquele amor de ficar observando a pessoa dormindo, de ficar velando a respiração, de torcer pra estar naqueles aparentes sonhos...

Aquela pele... sei que nunca mais esquecerei. Aquela vibração energética e quente, que só de estar perto minha perna bambeava, meu coração descompassava.
Mas ele não se importava. Nem se preocupava com a manutenção do meu amor, do meu coração.

"...O que talvez ele não tivesse percebido é que nenhum de nós estava em vantagem naquela noite. Sobretudo, que alguma coisa a gente sempre cobra: sexo em troca de carinho, em troca de companhia, em troca de qualquer coisa. Não existe almoço de graça.
Acontece que, em algum lugar no manual dos “solteiros que querem uma foda ainda hoje”, alguém escreveu que o bom dessas coisas de trepar só pra trepar, é que você não se apega efetivamente a ninguém. Mas, quando se está no meio da porra de uma chuva, sem táxi, e ainda um pouco longe do bar mais próximo, você começa a pensar que a verdade é um pouco diferente do que dizem por ai: estar com uma pessoa é, eventualmente, ter de se despedir dela; estar com várias é ter de se despedir constantemente. E são tantas as despedidas que há um momento em que já não é mais possível saber quem está chegando e quem está partindo. Essas são as coisas que acabam nos levando para a cama errada.
É inevitável. É quando a gente se percebe sozinho e se vê obrigado a pensar na babaquice tremenda que é essa busca desesperada por liberdade, que acaba sempre nos prendendo a algum lugar, ou alguma cama. Na neurose ridícula de tentar botar ordem no que é desordenado. Na necessidade de “não sentir”, para não ter que se despedir depois. Mas, final da noite, a gente sempre sente. No final da noite, a gente sempre está sozinho. É inevitável..."

Queria poder ter previsto tudo isso. Todos eles, todos os acontecimentos que os sucederiam.
Era só amor o que eu queria. Só reciprocidade sabe?
Gustavo, Rodrigo, Augusto, Anderson... Só pra começo de conversa.
Não é pedir de mais: afeto.
Mas afeto de vdd sabe? Afeto que faz tempo que não sinto, daqueles dos meus 18 anos, onde meu coração vivia encharcado de amor, de paz, tranquilidade...
Amor não era uma preocupação, amor não causava isso tudo que têm causado. Teoricamente nunca deveria causar, mas quando se é solteira aos 22 e os apps de relacionamentos estão em alta, tudo o que o amor trás é dor de cabeça, insônias e lágrimas.

Quase 5h e eu acendo um cigarro. Terceira noite no quarto novo, barulho de chuva, frio, sem maconha.
Preciso de ajuda, preciso dar um jeito na minha vida.
Ando com tanto medo. Medo de ser isso mesmo. Medo de me arrepender, medo de já estar arrependida.
"Se eu soubesse antes oq sei agora, iria embora antes do final."

Não lembro mais como é ir dormir após um "boa noite, te amo." Não lembro mais como é acordar com um "bom dia, sdds."
Todos se foram. Lentamente, um por um. E o que me resta são uns partidos meia-bocas; uns que não transam deve fazer meses (e se depender de mim continuarão assim), outros cafajestes demais para alguém pôr fé e fazer cara de paisagem enquanto contam do seu dia, outros tão misteriosos a ponto de passar a impressão que será a última vez que nos falamos. Outros que estão só por estar, logo partirão.

e eu aqui.
5h da manhã, pensando num cara que não dá a mínima pra mim. Sofrendo de rejeição, enchendo o chão do meu quarto com cinzas de cigarros, ouvindo Sia - Soon We'll Be found.
A chuva aumentou, meu cigarro acabou.

Até quando essa dor Deus?? Até quando sofrer por quem não gosta de mim? Pq faço isso cmg mesma?
Pq cometo essas falhas absurdas que me boicotam sempre??
Preciso de ajuda. Preciso mt.

Vou rezar, pedir praquele que de fato pode fazer algo por mim. Pôr um mantra, pedir ajuda novamente.
Tô arrasada e não sei como lidar com isso. Minha motivação foi embora junto com minha autoestima e amor próprio.
Preciso de ajuda.
Boa noite.
Se cuida Gabriela.
Te amo Gabriela.